
"Faz lá uma festinha ao cãozinho" dizem as avós e mães que vão passando por nós, enquanto passeamos a nossa peste canina. Não nos perguntam se podem. Assumem que sim. "Ela é tão pequenina e tão bonita". E não perguntam nada. Lançam os netos, os filhos e vão também de mão lançada para uma festa. Se a cadela mordesse, a culpa era nossa, porque não a educámos, mas a questão é: se ela está de trela, porque é que assumem que podem e partem logo para o exercício das suas vontades? É que nós não vamos na rua e decidimos fazer uma festa a uma qualquer criança ainda no colo familiar e fazemos. Há a questão do respeito, do sermos civilizados... A questão de que o ar é de todos, mas o espaço individual é de cada um... Essa questão devia passar-se também para os animais.








